Localizada no Sertão Pernambucano, a Região de Desenvolvimento do Sertão do Moxotó tem uma área de 8.929 km² e é formada por 07 municípios onde, de acordo com o censo demográfico 2010 do IBGE, vive uma população de 212.556 habitantes, sendo 133.324 habitantes na área urbana e 79.232 habitantes na zona rural.
Os municípios mais populosos são Arcoverde, com 69.157 habitantes, e Sertânia, que tem uma população de 33.723 habitantes.
A economia do Sertão do Moxotó está baseada em atividades agropecuárias, com destaque para a caprinovinocultura. Outros destaques são a prestação de serviços, a indústria e a apicultura, sendo a região considerada um dos maiores pólos apícolas do Estado.
Por municípios, os destaques da região são os seguintes:
Arcoverde, que concentra quase metade da população regional, é um importante centro comercial do interior pernambucano, dispõe de várias indústrias e é um expressivo centro educacional do Sertão; em Sertânia, além da caprinocultura, um destaque é a indústria têxtil; Custódia tem a fabricação de doces; em Betânia destacam-se os rebanhos caprinos e ovinos e Ibimirim a apicultura.
No setor cultural, um grande destaque da região é artesanato em madeira, sobretudo na cidade de Ibimirim onde dezenas de artesãos (conhecidos como Os Santeiros de Ibimirim) produzem imagens sacras famosas nacionalmente.
Índice de Desenvolvimento Humano: O IDH do Sertão do Moxotó é 0,633, inferior ao do Estado que é 0,692. Entre os municípios, os maiores índices são os de Arcoverde (0,708), Custódia (0,653) e Sertânia (0,648). Manari (0,467) detém o mais baixo IDH de Pernambuco.
Municípios: Arcoverde, Betânia, Custódia, Ibimirim, Inajá, Manari e Sertânia.
Localizada na Região do Semi-árido Pernambucano, a Região de Desenvolvimento do Sertão do São Francisco tem uma área de 15.044,4 km² e é formada por 08 municípios onde, de acordo com o censo demográfico 2010 do IBGE, vive uma população de 434.713 habitantes, sendo 280.787 habitantes na área urbana e 153.926 habitantes na zona rural.
O município de maior população é Petrolina, com 294.081 habitantes, seguido por Santa Maria da Boa Vista, com 39.473 habitantes.
A economia do Sertão do São Francisco é baseada na agricultura irrigada às margens do Rio São Francisco (com destaque para a fruticultura, horticultura e floricultura) e na agroindústria, sobretudo com a produção de vinhos finos de mesa conhecidos nacional e internacionalmente.
O Vale do São Francisco (incluindo aí o município de Juazeiro, na Bahia, separado de Petrolina apenas por uma ponte), é o maior pólo exportador de frutas do Brasil, com destaque para a uva e a manga, responsáveis por 93% e 90%, respectivamente, das vendas externas. É, também, o maior produtor de uvas de mesa do país.
Por municípios, os destaques da região são os seguintes:
Cabrobó é maior produtor de arroz do Estado (60% da produção estadual) e um grande produtor de cebola, 17% da produção de Pernambuco; em Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista e Petrolina, predomina a produção de vinhos finos (onze das doze vinícolas do Vale de São Francisco estão em Pernambuco); Petrolina e Dormentes são os maiores produtores de ovinos do Estado; em Afrânio e Dormentes o bovinocultura para produção de derivados de leite.
No artesanato, os destaques regionais são artefatos de madeira (principalmente as carrancas), de cerâmica, de couro e de palha.
Índice de Desenvolvimento Humano: O IDH do Sertão do São Francisco é 0,708, superior ao de Pernambuco (0,692). Entre os municípios, os maiores índices são os de Petrolina (0,748) e Cabrobó (0,677).
Municípios: Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista.
Localizada no Sertão Pernambucano, a Região de Desenvolvimento do Sertão do Pajeú tem uma área de 8.689,7 km² e é formada por 17 municípios onde, de acordo com o censo demográfico 2010 do IBGE, vive uma população de 314.603 habitantes, sendo 199.726 habitantes na área urbana e 114.877 habitantes na zona rural.
Os municípios mais populosos são Serra Talhada, com 79.241 habitantes, e Afogados da Ingazeira, com 35.091 habitantes.
A economia do Sertão do Pajeú está baseada na avicultura, na agropecuária, na pequena indústria, no comércio, serviços e no turismo. Na agricultura, além do milho e feijão, a região cultiva a cana-de-açúcar utilizada por cerca de 100 engenhos que produzem mel, rapadura e cachaça.
Por municípios, os destaques da região são os seguintes:
Serra Talhada tem o maior rebanho caprinovicultor, destaca-se na construção civil e é o maior centro comercial; São José do Egito é o maior criador de aves, com uma criação equivalente a 4,7% da produção estadual, e destaca-se também nos serviços médicos; Afogados da Ingazeira destaca-se no setor de vestuário e no abete de aves; em Triunfo, onde está o ponto mais alto de Pernambuco (o Pico do Papagaio, com 1.200 metros de altitude), o maior destaque é o turismo.
No setor cultural, um grande destaque da região são os repentistas e suas cantorias de viola, sendo a cidade de São José do Egito considerada o berço da poesia popular nordestina.
Índice de Desenvolvimento Humano: O IDH do Sertão do Pajeú é de 0,640, inferior ao de Pernambuco que é de 0,705. Entre os maiores índices estão Triunfo (0,714), Afogados da Ingazeira (0,683) e Serra Talhada (0,682).
Municípios: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Calumbi, Carnaíba, Flores, Ingazeira, Iguaracy, Itapetim, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Terezinha, São José do Egito, Serra Talhada, Solidão, Tabira, Triunfo e Tuparetama.
Veja, abaixo, a relação dos açudes e barragens construídos nos leitos dos rios pernambucanos para implantação dos serviços de abastecimento de água estaduais:
|
Nome |
Capacidade total (m3) |
Município |
|
Carpina |
270.000.000 |
Carpina |
|
Tapacurá |
94.200.000 |
S. Lourenço da Mata |
|
Goitá |
35.380.000 |
Glória de Goitá |
|
Botafogo |
27.595.036 |
Igarassu |
|
Duas Unas |
24.199.000 |
Jaboatão |
|
Várzea do Una |
11.668.010 |
S. Lourenço da Mata |
|
Utinga |
10.426.047 |
Ipojuca |
|
Sicupema |
3.200.000 |
Cabo |
|
Bita |
2.770.000 |
Ipojuca |
|
Pão de Açúcar |
54.696.500 |
Pesqueira |
|
Poço Fundo |
27.750.000 |
Sta. Cruz do Capibaribe |
|
Eng. S. Guerra |
17.766.470 |
Belo Jardim |
|
Arcoverde |
18.823.454 |
Pedra |
|
Eng. G. Pontes |
13.800.000 |
Caruaru |
|
Ipaneminha |
3.900.000 |
- |
|
Inhumas |
3.273.000 |
Garanhuns |
|
Mororó |
2.929.682 |
Pedra |
|
Mundaú |
1.968.600 |
Garanhuns |
|
Machado |
1.613.030 |
Brejo Madre Deus |
|
Eng. F. Sabóia |
504.081.125 |
Ibimirim |
|
Entremontes |
339.333.700 |
Parnamirim |
|
Chapéu |
188.000.000 |
Parnamirim |
|
Saco II. |
123.523.510 |
Sta. Ma. Boa Vista |
|
Barra de Juá |
71.474.000 |
Floresta |
|
Algodões |
54.481.872 |
Ouricuri |
|
Rosário |
34.990.000 |
Iguaraci |
|
Eng. Camacho |
27.664.500 |
Ouricuri |
|
Lopes II. |
23.935.360 |
Bodocó |
|
Custódia |
21.623.100 |
Custódia |
|
Cachoeira II. |
21.031.145 |
Serra Talhada |
|
Brotas |
19.639.576 |
Afogados da Ingazeira |
|
Boa Vista |
16.448.450 |
Salgueiro |
|
Jazigo |
16.643.300 |
Serra Talhada |
|
Salgueiro |
14.698.200 |
Salgueiro |
|
Abóboras |
14.360.000 |
Parnamirim |
|
Araripina |
3.702.200 |
Araripina |
|
Pau Branco |
3.315.774 |
Afrânio |
|
Terra Nova |
1.220.625 |
Petrolina |
|
São José II. |
7.200.000 |
São José do Egito |
|
Mocotó |
757.747 |
Vitória de Santo Antão |
|
Boa Vista |
1.632.187 |
Itapetim |
|
Santa Terezinha |
7.152.875 |
Petrolina |
|
Pau Ferro |
2.068.937 |
Petrolina |
|
Mandu |
939.532 |
Pedra |
|
Barro Branco |
213.766 |
Tabira |
|
Urubu |
2.033.780 |
Salgueiro |
|
Traíras |
2.991.910 |
S. José do Belmonte |
|
Cajarana |
1.300.000 |
Afrânio |



